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Uma leve piscada

O que faz uma pessoa, não são as grandes coisas que ela tenta mostrar… mas as pequenas coisas que ela deixa transparecer! Cleiton Duarte

Fazia um tempo que eu não andava por aqueles corredores. Estavam exatamente como eu me lembrava. Pessoas indo e vindo, muito barulho, novatos e veteranos.
Toda aquela gente, uma diferente da outra, com um único objetivo; apenas andar e encontrar algum conhecido. Quando isso acontece, é notável um aglomerado de pessoas, as famosas “Panelas”.

Gosto de observar cada rosto. É comum ver risadas, discussões, romances e situações tensas. E todo dia é a mesma coisa, como um Déjà vu.
São os 15 minutos mais rápidos do dia. Quando a gente percebe, já está na hora de voltar ao foco principal, os estudos.

Antes de acabar o intervalo, resolvi dar a última volta pela faculdade com meu parceirão Felipe Pinheiro. Andamos por aqui e por ali, sem qualquer objetivo.
Passamos em frente a cantina, subimos as escadas e depois descemos. Mas foi no corredor da coordenação, sem qualquer aviso prévio, que avistei a única pessoa capaz de me deixar sem reação.
Ela surgiu no meio da multidão, com seus sapatinhos vermelhos e delicados, passo apertado, como de quem tem uma missão pra cumprir. Pequena e Linda!
Sem que eu pudesse dizer alguma coisa, ela olhou diretamente pra mim, sorriu da maneira mais alegre que já pude ver e apenas piscou. O gesto mais simples, a reação mais devastadora. Meu chão caiu.

Algumas pessoas conseguem mexer dentro da gente. Não por serem diferentes, ou únicas, mas pelo simples fato de serem especiais para nós.

Dedicado a K.B.

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A maldição da plaquinha

Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.” Anton Tchekhov

Você como bom internauta deve saber que essa maldição tão antiga começou mesmo antes de existir plaquinha.
Nos primórdios da internet, em meados de 1996, foi criado o revolucionário ICQ. O primeiro programinha de mensagens instantâneas da internet. Em 2001, o ICQ já havia conquistado 100 milhões de usuários em todo mundo, e esse número crescia a cada dia.
É impossível lembrar do ICQ e não recordar da famosa musiquinha dos alertas, o indescritível “Ó-hou”. Esse barulhinho único, acabaria se tornando um marco na história da tecnologia e na forma com que as pessoas encarariam a vida virtual.
Mas foi em 1999, com a chegada do MSN no mercado, que a maldição iniciou.

Mas que raios de maldição é essa? Explique-se Guilherme. Aonde você quer chegar?

Ok, ok. Vamos ao que interessa.
Por algum motivo, que eu desconheço, a Microsoft resolveu que seria interessante se subisse uma plaquinha do lado inferior direito do monitor, toda vez que alguém ficasse online. No início, era só um alerta, uma forma de saber se seu amigo estava online, o que levava você a iniciar uma conversa rapidamente. Ideia brilhante! Até que algo aconteceu…

O que aconteceu? Desembucha!

O que aconteceu foi que, sua namorada, ou sua paquerinha, o que você achar melhor, criou uma conta e te adicionou.
Fato nada grandioso, mas se analisarmos melhor a situação, vamos ver que isso muda tudo!
Estudos dizem que quando estamos “In Love”, nossa ansiedade aumenta consideravelmente. O que leva alguém ser um alvo fácil da maldição da plaquinha.

Maldição da Plaquinha, definição: Compulsividade por esperar a plaquinha subir, ansiando por ser a pessoa certa.

Algumas pessoas, menos controladas, acabam roendo unhas, esquecendo seu dever de casa, trabalho da faculdade, e o pior…. Esquecem da vida social real e acabam se tornando zoombies alienados que se alimentam da energia do computador.
Eu sofri desse mal por muito tempo, até que descobri um remédio imbatível que baniu de vez a maldição da plaquinha da minha vida.
Eu desabilitei os alertas do MSN.

Alguns dizem que o que aconteceu realmente foi que eu estava com o problema cronico de “Falta de paixão no coração”. Tudo bem, também não nego essa afirmação. Mas esses dias, quando eu estava em uma leve navegada pelo Facebook, senti os primeiros sintomas de uma nova maldição que está aparecendo pelo pais: A maldição das Bolinhas verdes.

Quase que instantaneamente, comecei a me preocupar com o ocorrido. Eu não tinha ideia de como isso havia acontecido e como me livrar essa doença destrutiva.
O mundo mudou. As plaquinhas evoluirão. O que antes erá uma simples musiquinha, ou uma plaquinha inocente subindo, acabará se tornando um exercito de bolinhas verdes.

Fiquei alguns dias pensando e finalmente cheguei a uma conclusão plausível. Eu estava apaixonado. E não importava muito se era um exercito de bolinhas verdes, o que eu queria mesmo era apenas uma. Apenas um nome, uma “fotinha” e uma bolinha verde.
Todos os dias minha mão treme e não consigo controlar. Vejo a bolinha e clico quase que ao mesmo tempo. Mesmo sem assunto, tenho que falar algo, as vezes um simples: “oi”. Nos dias mais criativos: “oie xD”.

Dessa vez, a única coisa que muda é que não quero me livrar disso. Estou bem assim.
Pode ser que isso tudo seja apenas mais um texto. Mas por que não refletirmos um pouco.
Será que você não está sofrendo da maldição da bolinha verdade?
Será que não sente falta de ver aquela plaquinha subindo?
É bom estar ansioso, é bom saber que ainda se sente assim. Que ainda é humano.
Algumas vezes ficamos tão frios que essas pequenas coisas pouco importam. Quando isso acontece, você deve ficar preocupado.
Ansiedade, amor, paixão e coisas do tipo, não são uma fraqueza, são qualidades essenciais.
É o que define se nosso dia será bom ou ruim.

Pra finalizar, apenas….
Desejo a você uma ansiedade incontrolável.
Desejo que você morra de amor e viva de pura paixão.
Desejo que você faça alguém sorrir o máximo possível.
Desejo que você diga algo mesmo sem saber o que dizer.
Desejo que você abrace alguém bem forte.
Desejo que você não tenha medo de arriscar.
E o mais importante…
Desejo que você desligue agora o computador e corra atrás do amor da sua vida!
Fica on-line não vai te ajudar em nada babaca!

Fui!!!

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Mari

Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Querida Mari,

Revolvi escrever pois é a melhor forma de dizer tudo o que tentei hoje e não consegui. Odeio despedidas e você bem sabe.
Ver você ali rindo e se divertindo, mesmo sabendo que seria a última vez, é algo que não consigo entender. Tentei ficar feliz por você mas não consegui, pelo menos por enquanto. Sei que logo irei me acostumar com a ideia e tudo vai dar certo.

Você foi uma boa amiga, eu nem preciso dizer. Mesmo me chamando de chatinho e carente o tempo todo, eu sei que você me ama, não é?
Estou feliz, e ao mesmo tempo preocupado. Mas jamais te direi para não ir. Você precisar seguir o que seu coração manda. Ele dificilmente está errado. E mesmo que estiver. É bem melhor se arrepender de fazer, do que viver a vida toda imaginando como teria sido.
É eu sei, uso bastante essa frase, mas é porque é a mais pura verdade.

Londres é uma cidade maravilhosa, não que eu já tenha ido, mas não precisa de muito para se encantar, basta olhar uma foto.
Lá você conhecerá um mundo totalmente diferente. Passará por muitas alegrias e também por muitos momentos de tristeza. Quando esses dias chegarem, lembre-se do Brasil, e das pessoas que te amam tanto. Isso te dará forças para levantar e enfrentar mais um dia longe de casa.

Se cuida Mari. Te vejo daqui um tempo. Estarei no aeroporto te esperando de braços abertos.
Sei que você não merece, mas…

…Te amo sua doida!

Boa viagem!

De seu amigo carente e chatinhu,
Guilherme Vinicius

O que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance.” Renato Russo

Hoje é um daqueles dias, em que a melhor coisa a se fazer, é apagar a luz e ouvir uma ou duas músicas. Não que haja alguma coisa errada, mas só pra ter a certeza de que tudo vai ficar bem.

Os dias estão passando mais rápido. Quase não nos resta tempo de apreciar o que nos conforta.
Vejo o celular tocando e não me incomodo. Nem ao menos quero saber quem é. Não hoje.
Em dias assim é preciso dar um tempo de tudo. Das pessoas, da rotina, dos vícios e virtudes.
Apenas sentir o silêncio. Olhar o escuro e enxergar o inexplicável.

Mas há dias em que nada faz sentido e os sinais que me ligam ao mundo se desligam.” Frejat

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Primeiras páginas

Certa vez alguém me disse, que se tudo desse errado, eu só precisava escrever uma história….” Guilherme Vinicius

Comecei a escrever, e dessa vez é pra valer. Eu finalmente criei coragem, abrir um novo documento do Word e comecei a escrever as primeiras palavras. Fiquei tanto tempo esperando uma grande história e esqueci de tanta coisa que tenho pra contar.

A citação acima é a primeira linha, da primeira página, do meu primeiro livro. É só uma amostra pra deixar vocês com a pulga atrás da orelha.
Ainda não tenho muito o que dizer. Mas posso adiantar que ele será diferente de tudo que já li.
Sem referencias baratas, sem apelos falsos e finais mentirosos.
Será como sempre quis: O melhor de cada pior momento, e o pior de cada melhor momento.
Será verdadeiro, como a vida é. E inspirador, como devemos ser.
E principalmente, não será sobre mim. Ninguém merece né? 😉

Bom, já não da mais pra escrever muito aqui, agora tenho outra missão!
Só pra finalizar, quero responder uma pergunta que me fizeram hoje:

Vamos continuar fazendo essas coisas. Erradas ou certas, está implícito.
Não acaba, só diminuí por um tempo. Até voltar e começar outra vez.
Isso não é motivo de arrependimento, é motivo de orgulho, é quem você é.
Não olhe pra trás. Olhe pra frente. Faça como tem que ser feito. E um dia você verá, que tudo valeu a pena!

Leitor. Sem o seu comentário, eu jamais teria conseguido amadurecer o suficiente.
Renata kraneck. Você é a pestinha responsável por isso. A culpa é sua!
E por fim a você, que por pelo menos um minutos passou pela minha vida e inspirou uma história, dedico com carinho o meu mais sincero Obrigado!

Have a Nice Day! 😉

ps: A música que está tocando é em homenagem a Tom Kapinos, o criador do mais emocionante e contraditório romance.

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Coração de criança

Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele. Victor Hugo

Ontem, como geralmente faço de sexta a tarde, fui para a UCB pegar uma sauna e depois uma piscina. Chegando lá o lugar estava deserto. Para minha surpresa, enquanto deixava a sauna esquentar, apareceu um colega. Raramente converso com ele, talvez pela diferença de idade, já que ele tem uns 12 ou 13 anos.

Conversa vai, conversa vem, ele me pediu um conselho amoroso. Provavelmente eu devo ter mais dúvidas sobre esse assunto do que ele, mas tentei ajudar. Ele pegou o celular e começou a me mostrar umas fotos de uma garota. O filho da mãe pode ter 13 anos, mas sabe bem escolher, a menina é linda.
Disse que era o melhor amigo dela, que a amava muito e que o sonho da vida dele era namorar com ela.

Nesse ponto da história, eu fiquei ligeiramente incomodado. Comecei voltar no tempo e lembrar do meu primeiro amor. As histórias pareciam muito, mas no meu caso, sou amigo dela até hoje, nunca saiu disso.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele me explicou a seguinte teoria:

“Eu não posso namorar com ela agora, pois estamos muito jovens. Se começarmos agora, não vamos ficar juntos pra sempre.
Minha ideia é esperar um tempo, até os 17 por exemplo, ai a gente namora, casa e fica pra sempre juntos”.

Acho que todos nós já pensamos em algo parecido, pelo menos os mais estrategistas sim. Esse plano dificilmente acontece. Mas eu jamais poderia desencorajar o rapaz.
Conversamos por mais um tempo. Ele realmente estava amanda a garota, e sofrendo por ela.
E eu que pensei que não se faziam mais pessoas assim.

No final das contas, acabei não dando conselho algum. Deixei ele seguir o seu caminho. A vida vai ensinar.
Depois que ele foi embora, fiquei encucado com a história. Eu não conseguia tirar uma dúvida da cabeça:
Por que é que depois que a gente cresce, acreditamos menos no amor?

Quando jovens, as coisas são muito mais intensas. Amamos mais. Sofremos mais.
E com o passar dos anos, talvez por causa das desilusões, começamos a criar uma armadura contra o amor. Chegamos em um ponto em que ele quase já não existe.
O que resta é um adulto patético e amargurado. Por que será né?
Reclamamos da vida o tempo todo, mas ignoramos a única coisa que pode nos trazer felicidade.
É tão contraditório que chega a ser engraçado.

Que ironia, quem recebeu o conselho foi eu.
Aquele jovem rapaz me fez lembrar que “Morrer de amor é viver dele.”.
É bem mais gostoso viver e se emocionar, do que ser frio, equilibrado e não ter história pra contar.

Have a nice day!

Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo.” William Shakespeare

Passei pouco mais de uma semana na cidade que tanto amo. Não é nada parecida com Verona, mas se torna inesquecível quando a conhece bem. Não fiz tantas coisas interessantes como das últimas vezes, dessa vez meu foco foi dar atenção as pessoas que precisavam da minha companhia.

Nas idas e vindas pelo centro da cidade, vi uma antiga escola que estudei, o “Conego Barros”.
Fiquei com vontade de entrar e cumprimentar algumas pessoas, mas preferi deixar como está.
As vezes acho que os anos que estudei no “Conego” foram os melhores da minha vida. Tudo é mais legal quando nossa maior preocupação é ir a escola e zoar muito!

Lembrei de algumas amigas que escreviam cartas substituindo letras por símbolos, só para que os meninos não conseguissem ler o conteúdo, que na maioria das vezes, falava sobre nós. Era engraçado, e no final, nós sempre encontrávamos um jeito de ler.
Naquela época eu já demonstrava minha paixão pela criptografia, mensagens secretas, códigos e coisas do tipo. Achava fascinante.

De fato, as primeiras cartas criptografadas foram escritas a muito tempo. Geralmente tratavam sobre Guerra, Amor ou Diplomacia.
O interessante é que uma técnica tão antiga, é usada até hoje no nosso dia a dia. E não só em cartas, mas em tudo.

Dizemos “te odeio”, quando queremos dizer “me abraça”.
“fica comigo”, quando queremos dizer “me deixe sozinho”.
E o meu preferido, “vamos tomar um café gelado” quando queremos dizer “Estou apaixonado”.

Por que é que queremos complicar tanto as coisas? Por que é tão difícil ser transparente?
O medo as vezes nos domina. E aquela insegurança toda que temos, acaba sendo passada a frente, tornando assim nossos relacionamentos cheios de códigos e mensagens mal interpretadas.

O que fazer então? Com certeza se esconder atras de uma parede não é a solução.
Dê uma chance a sinceridade. Ela pode te guiar para um caminho de clareza e compreensão.
Só pra reforçar o pensamento:

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. William Shakespeare

Have a nice day! Good Luck!

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Tempo

Quem diria que viver ia dar nisso?” Caio Fernando Abreu

Eu tenho o costume de chegar atrasado. Quando vejo, as melhores coisas já passaram e estou apenas parado observando.
Coisas boas acontecem o tempo todo. Eu estaria mentindo se dissesse o contrário.
O problema é que a gente só para pra pensar depois que já passou, ai fica com um arrependimento bobo na cabeça, como se nada de bom fosse acontecesse outra vez.

O tempo é um ratinho traiçoeiro. Ele nunca nos deixa seguir nossas vidas normalmente. Ou estamos olhando fixamente para o futuro, ou estamos presos no passado.
O que resta, é um presente sem atenção. Esquecido. Abandonado.

Talvez seja melhor aproveitar o dia de hoje, apenas viver, deixar acontecer. Sem medo, sem pressa, sem dúvidas. Sentir o mar gelado tocar os pés, ouvir o vento soprar, se apaixonar.

Equilíbrio? Já não acredito que possa haver harmonia no tempo.
Vivo um pouco de cada momento, aproveito, e jamais me arrependo.

Have a nice day!

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Fábrica de Sorrisos

A vida é uma tormenta, jovem amigo.
Você se aquece ao sol em um momento, e é jogado as rochas no outro.
O que faz de você um homem é a sua reação quando vem a tormenta.
Você deve encará-la de frente e gritar como fez em Roma: “Faça o seu pior, pois é o que eu farei.”.
Então o destino o conhecerá como nós hoje o conhecemos; Albert Mondego, maduro.” O Conde de Monte Cristo

Finalmente entrei de férias. Já estava com saudade de sentar nessa escrivaninha marrom, tirar a poeira de cima dos livros, abrir o notebook e escrever.
As vezes a rotina nos consome, e é preciso dar um tempo para tudo voltar ao normal.
Será pouco tempo de paz, mas o bastante para colocar os pensamentos no lugar e estar pronto para tudo outra vez.

Nesse semestre, todos os meus objetivos foram cumpridos com exito. Não foi fácil, mas quando se olha fixo para o horizonte, ele começa a ficar mais próximo de nós.
Prometo escrever mais nos próximos dias. Não hoje.

Hoje, só desejo a você um sorriso! Ele lhe mostrará tudo o que precisa saber.
Não deixe o tempo roubar os seus sonhos. Nem poucos sonhos destruírem o seu coração.
Só você pode achar a chave desse mistério, nessa vida cheia de emoção.

Have a nice day!

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Batalha de Waterloo

18 de Junho de 1815

Pode até parecer que não, mas por um longo tempo eu esperei. Em meio ao fogo e esse barulho ensurdecedor, eu estava contando os dias imaginando nosso reencontro.
O frio aqui corta minha pele. Quase impede meus dedos de escreverem. Sei que em um ano estarei em um lugar quente, cheio de flores e pássaros, apenas caminhando com você.

Seu sorriso me orienta em meio ao caos, mesmo quando vejo nosso exército se dizimando, um soldado de cada vez.
Ver a morte de perto me faz pensar mais nas coisas. Nas que vivi, e nas que jamais saberei.
Existem tantos lugares que deveria ter te levado. Tantas coisas que deveríamos ter feito. Mas essa não é a hora de prantos nem lamentos. É hora de sorrir e nos apegarmos as coisas lindas que fizemos juntos. É isso que me faz forte para enfrentar a fúria dos canhões todos os dias na frente da batalha.

Logo chegarei em casa, acredite. Quando menos esperar o inverno terá acabado e estarei a porta te convidando para um grande e apertado abraço.

A minha querida e eterna, Maria Luísa de Áustria.

Napoleão Bonaparte

A história não registra nenhuma mensagem de Napoleão a sua querida consorte. Nem ao menos nos da uma vaga lembrança do amor que um sentia pelo outro. Ao contrário disso, sempre mostrou Napoleão como um general frio e sem coração.

O mundo as vezes faz isso conosco. Nos expões de uma forma que fica evidente a falta de nossa essência em nossa própria história. Um pouco injusto, mas não importa muito. Histórias são apenas histórias, o que importa mesmo é o que fazemos todos os dias para inspirá-las.

Napoleão voltou de Waterloo mas jamais conseguiu ficar ao lado de sua amada. A vida o privou desses momentos, assim como nos priva todos os dias de algumas coisas que queremos.

A primeira vez que ouvir a história desse grande general, era apenas sobre batalhas e soldados. Hoje, o que vejo é um homem lutando até a morte por algo que mais acreditava. Ele não se importou para o que o mundo falaria, nem sobre o que seria contado nos livros. Apenas lutou, caminhou dia após dia, um passo de cada vez, sonhando em um dia acordar em um belo e quente lugar, ao lado do que mais lhe importava.

E você, como pretende terminar a sua batalha?

Have a nice day