História sem fim

  • Poemas

Pra quem ligarei quando um abraço for preciso?
Em quem confiarei quando estiver em perigo?
Meus sonhos são feitos de dúvida;
Rodeados de trovões, medo e chuva.

Vozes amigas se tornam distantes
perco o caminho em poucos instantes.
Minha força se torna fraqueza
que me atinge com pura destreza.

Sinto falta daquele meu mundo
que me aquecia feito veludo.
Evito tocá-lo, apenas vejo de longe
Fazendo sorrir, meu doce horizonte.

Quero soltar pipa e brincar de pião.
Quero correr sem ao menos cair no chão.
Quero amar de verdade feito adolescente.
Quero esperar você chegar;
com flor, abraço e chocolate quente.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

comentar


Inesperado

O único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade.” Markus Suzak

Tudo está tão confuso. Tudo tão complexo. Acabo preferindo flutuar sobre qualquer lugar.
Estou levando um susto por dia. E é sempre quando acredito estar a salvo.
Minha certeza me engana. E isso costumava acontecer um pouco menos.

Minha rotina é quase aleatória, mas gosto de pensar que se tornou um hábito.
De fato, fazemos nosso padrão. Pelo menos gostamos de pensar que sim.
Em todo caso, é sempre bom se apegar em alguma coisa, até mesmo o inesperado.

Vi inocentes sangrando, corações partidos e escravos sorrindo.
Não que seja errado, mas quem é que disse que tem que ser assim?
É bem melhor apenas ver o que se vê, do que tentar imaginar o que não se enxerga.

A vida é isso mesmo. Parte como queremos, parte como pensamos, e a ausência do que deveria ser.
Metade palavras sem sentido. Metade pessoas sem instinto. E um pedacinho de emoções sem abrigo.
Quase uma rima barata de filosofia inconclusiva; reflexo do que aprendemos todos os dias.

Vamos respirar fundo. Renovar nossa essência.
Ouça a vós chamando seu nome e toque os pés no chão,
o melhor caminho é o que vem de dentro do nosso coração.

Have a nice day!

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

comentar


Uma leve piscada

  • Diario

O que faz uma pessoa, não são as grandes coisas que ela tenta mostrar… mas as pequenas coisas que ela deixa transparecer! Cleiton Duarte

Fazia um tempo que eu não andava por aqueles corredores. Estavam exatamente como eu me lembrava. Pessoas indo e vindo, muito barulho, novatos e veteranos.
Toda aquela gente, uma diferente da outra, com um único objetivo; apenas andar e encontrar algum conhecido. Quando isso acontece, é notável um aglomerado de pessoas, as famosas “Panelas”.

Gosto de observar cada rosto. É comum ver risadas, discussões, romances e situações tensas. E todo dia é a mesma coisa, como um Déjà vu.
São os 15 minutos mais rápidos do dia. Quando a gente percebe, já está na hora de voltar ao foco principal, os estudos.

Antes de acabar o intervalo, resolvi dar a última volta pela faculdade com meu parceirão Felipe Pinheiro. Andamos por aqui e por ali, sem qualquer objetivo.
Passamos em frente a cantina, subimos as escadas e depois descemos. Mas foi no corredor da coordenação, sem qualquer aviso prévio, que avistei a única pessoa capaz de me deixar sem reação.
Ela surgiu no meio da multidão, com seus sapatinhos vermelhos e delicados, passo apertado, como de quem tem uma missão pra cumprir. Pequena e Linda!
Sem que eu pudesse dizer alguma coisa, ela olhou diretamente pra mim, sorriu da maneira mais alegre que já pude ver e apenas piscou. O gesto mais simples, a reação mais devastadora. Meu chão caiu.

Algumas pessoas conseguem mexer dentro da gente. Não por serem diferentes, ou únicas, mas pelo simples fato de serem especiais para nós.

Dedicado a K.B.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

comentar


A maldição da plaquinha

  • Diario

Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.” Anton Tchekhov

Você como bom internauta deve saber que essa maldição tão antiga começou mesmo antes de existir plaquinha.
Nos primórdios da internet, em meados de 1996, foi criado o revolucionário ICQ. O primeiro programinha de mensagens instantâneas da internet. Em 2001, o ICQ já havia conquistado 100 milhões de usuários em todo mundo, e esse número crescia a cada dia.
É impossível lembrar do ICQ e não recordar da famosa musiquinha dos alertas, o indescritível “Ó-hou”. Esse barulhinho único, acabaria se tornando um marco na história da tecnologia e na forma com que as pessoas encarariam a vida virtual.
Mas foi em 1999, com a chegada do MSN no mercado, que a maldição iniciou.

Mas que raios de maldição é essa? Explique-se Guilherme. Aonde você quer chegar?

Ok, ok. Vamos ao que interessa.
Por algum motivo, que eu desconheço, a Microsoft resolveu que seria interessante se subisse uma plaquinha do lado inferior direito do monitor, toda vez que alguém ficasse online. No início, era só um alerta, uma forma de saber se seu amigo estava online, o que levava você a iniciar uma conversa rapidamente. Ideia brilhante! Até que algo aconteceu…

O que aconteceu? Desembucha!

O que aconteceu foi que, sua namorada, ou sua paquerinha, o que você achar melhor, criou uma conta e te adicionou.
Fato nada grandioso, mas se analisarmos melhor a situação, vamos ver que isso muda tudo!
Estudos dizem que quando estamos “In Love”, nossa ansiedade aumenta consideravelmente. O que leva alguém ser um alvo fácil da maldição da plaquinha.

Maldição da Plaquinha, definição: Compulsividade por esperar a plaquinha subir, ansiando por ser a pessoa certa.

Algumas pessoas, menos controladas, acabam roendo unhas, esquecendo seu dever de casa, trabalho da faculdade, e o pior…. Esquecem da vida social real e acabam se tornando zoombies alienados que se alimentam da energia do computador.
Eu sofri desse mal por muito tempo, até que descobri um remédio imbatível que baniu de vez a maldição da plaquinha da minha vida.
Eu desabilitei os alertas do MSN.

Alguns dizem que o que aconteceu realmente foi que eu estava com o problema cronico de “Falta de paixão no coração”. Tudo bem, também não nego essa afirmação. Mas esses dias, quando eu estava em uma leve navegada pelo Facebook, senti os primeiros sintomas de uma nova maldição que está aparecendo pelo pais: A maldição das Bolinhas verdes.

Quase que instantaneamente, comecei a me preocupar com o ocorrido. Eu não tinha ideia de como isso havia acontecido e como me livrar essa doença destrutiva.
O mundo mudou. As plaquinhas evoluirão. O que antes erá uma simples musiquinha, ou uma plaquinha inocente subindo, acabará se tornando um exercito de bolinhas verdes.

Fiquei alguns dias pensando e finalmente cheguei a uma conclusão plausível. Eu estava apaixonado. E não importava muito se era um exercito de bolinhas verdes, o que eu queria mesmo era apenas uma. Apenas um nome, uma “fotinha” e uma bolinha verde.
Todos os dias minha mão treme e não consigo controlar. Vejo a bolinha e clico quase que ao mesmo tempo. Mesmo sem assunto, tenho que falar algo, as vezes um simples: “oi”. Nos dias mais criativos: “oie xD”.

Dessa vez, a única coisa que muda é que não quero me livrar disso. Estou bem assim.
Pode ser que isso tudo seja apenas mais um texto. Mas por que não refletirmos um pouco.
Será que você não está sofrendo da maldição da bolinha verdade?
Será que não sente falta de ver aquela plaquinha subindo?
É bom estar ansioso, é bom saber que ainda se sente assim. Que ainda é humano.
Algumas vezes ficamos tão frios que essas pequenas coisas pouco importam. Quando isso acontece, você deve ficar preocupado.
Ansiedade, amor, paixão e coisas do tipo, não são uma fraqueza, são qualidades essenciais.
É o que define se nosso dia será bom ou ruim.

Pra finalizar, apenas….
Desejo a você uma ansiedade incontrolável.
Desejo que você morra de amor e viva de pura paixão.
Desejo que você faça alguém sorrir o máximo possível.
Desejo que você diga algo mesmo sem saber o que dizer.
Desejo que você abrace alguém bem forte.
Desejo que você não tenha medo de arriscar.
E o mais importante…
Desejo que você desligue agora o computador e corra atrás do amor da sua vida!
Fica on-line não vai te ajudar em nada babaca!

Fui!!!

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

comentar


Mari

  • Diario

Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Querida Mari,

Revolvi escrever pois é a melhor forma de dizer tudo o que tentei hoje e não consegui. Odeio despedidas e você bem sabe.
Ver você ali rindo e se divertindo, mesmo sabendo que seria a última vez, é algo que não consigo entender. Tentei ficar feliz por você mas não consegui, pelo menos por enquanto. Sei que logo irei me acostumar com a ideia e tudo vai dar certo.

Você foi uma boa amiga, eu nem preciso dizer. Mesmo me chamando de chatinho e carente o tempo todo, eu sei que você me ama, não é?
Estou feliz, e ao mesmo tempo preocupado. Mas jamais te direi para não ir. Você precisar seguir o que seu coração manda. Ele dificilmente está errado. E mesmo que estiver. É bem melhor se arrepender de fazer, do que viver a vida toda imaginando como teria sido.
É eu sei, uso bastante essa frase, mas é porque é a mais pura verdade.

Londres é uma cidade maravilhosa, não que eu já tenha ido, mas não precisa de muito para se encantar, basta olhar uma foto.
Lá você conhecerá um mundo totalmente diferente. Passará por muitas alegrias e também por muitos momentos de tristeza. Quando esses dias chegarem, lembre-se do Brasil, e das pessoas que te amam tanto. Isso te dará forças para levantar e enfrentar mais um dia longe de casa.

Se cuida Mari. Te vejo daqui um tempo. Estarei no aeroporto te esperando de braços abertos.
Sei que você não merece, mas…

…Te amo sua doida!

Boa viagem!

De seu amigo carente e chatinhu,
Guilherme Vinicius

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

comentar


Página 2 de 2312345...1020...Última »