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O andarilho

A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada” Albert Einstein de Max Wulfant (1879-1955)

Vivo em busca de algo que perdi.
Algo que não sei bem, mas está aqui.
A tempos já não sei quem sou.
E já não há mais tempo de pensar no que mudou.

Aos poucos meu coração diminui os batimentos.
Nem se ouve mais o som.
Meu castelo está se desmoronando
e me recuso a aprender alguma lição.

Já faz um tempo que caminho sozinho.
Como um passarinho que voa para longe do ninho.
Ainda assim, é difícil  definir o que ainda vale a pena
e o que ainda não se perdeu nessa grande peça.

Hoje recebi uma carta do tempo.
Do tempo em que ainda era jovem.
Ela me perguntava: “A onde conseguiu chegar?”.
Se eu soubesse a resposta, não precisaria mais andar.

Se me achas um pouco estranho
Não lhe direi que seu pensamento é um engano.
Mas se ainda resta alguma dúvida no ar,
Preciso então me revelar.

Sou você quando está sonhando, pensando ou dormindo.
Até mesmo quando está fingindo.
Do anoitecer ao seu levantar.
Sou a coisa mais bela que você esqueceu de amar.