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Tributo

Me perco em minha busca, me faço silente.
Quando o medo toma conta, a sanidade some da mente.” Guilherme Vinicius

Dedico essa a todos os corações castrados, que encontram sua liberdade em poucos olhares cruzados e muitos drinks amargos.
Amantes da noite, sem causa, apaixonados pelos prazeres da carne e os mistérios da alma.

A quem certa vez caminhou de mãos dadas, mais hoje, prefere ir sozinho pra casa.
A quem usa, abusa, e é abusado. Pelas memórias, pessoas, ou pelo acaso.

E aos que sorriem com ironia, pois sabem bem como terminará mais um dia.
A quem sabe o bastante pra ficar calado. Arquitetos da discórdia e do desacato.

A garota de meia calça escura, saia colada curta, rockeira, pirua.
E a patricinha enrustida, que se acha astuta, mas a noite vira filhinha de papai prostituta.

A quem se esconde sobre a sombra dos mais impuros desejos.
E quem se mostra forte, roteado de poder e medo.

A quem já viu o que não deveria, se orgulhou do que mais temia, e acreditou na própria mentira.
Ao coração corrupto, que mesmo sem desejar, se fez parte nesse intrépido e distinto tributo.